e então tudo se apagou...
A furia divina caiu sobre a terra,
Chorou,
Por ser humano.
Escrito por
Viscus
as 22:47
|
A morte, Um gosto amargo. Um cheiro não agradável. Sonhos desfeitos.
A morte, Uma faca no peito. Um desejo infundado. Sonhos sem sentido.
A morte, Algo almejado, Um frio inexplicável. Sonhos esquecidos.
A morte, O amor, Como pode o desejo, Fazer parte de um corpo morto?
Escrito por
Viscus
as 15:09
|
Cansado de dizer coisas, Cansado de sentir coisas. Acender um cigarro e pensar em tudo que passou. Vivendo e aprendendo.
Um cara estranho, Um peso no olhar. Com uma voz suplicante pede: -Borboleta, me empresta suas asas? Assim troco toda a minha vida, Pra ter um dia a sensação de voar.
Ter algo belo preso ao meu corpo. Não quero mais passar despercebido, Talvez minha beleza dê sustos em crianças. Talvez ela deixe o mais apurado artista encantado.
Mas enquanto não deixar de sonhar Esse homem não vai existir. Solidão que se apodera do meu ser, Vá embora, vá embora.
E quanto a você? Você é desprezível. Vou-lhe torturar, Vou fazer você confessar tudo. Vou fazer você me falar o que eu preciso ouvir.
Vá embora, Víbora negra, Empresta-me seu beijo? Quero sentir seu veneno.
Escrito por
Viscus
as 16:23
|
Ter consciência do que existiu, Memórias infundadas. Um coração partido, Um papel rabiscado.
Um sentimento inexplicável, Um espaço vazio no final do enredo. Um pássaro morto, Um passado ferido. Ensinamentos que aprendi com a vida.
As coisas morrem assim, Não existe o passado, Não existe o futuro. Isso eu aprendi com ele:
“Observe a água, ela não para, Ela esta em todos os lugares, é como se não tivesse passado, é como se não existisse o futuro.”
Não agüento mais o medo. Tanto pra aprender, O poeta continua a escrever O poeta ainda não morreu.
Agora escuto... Um breve grito de dor.
Escrito por
Viscus
as 16:51
|
Com um lápis de olho borrado, Foi assim que se encontrava. Um rosto triste, Um mundo assombrado. Vivia perdido, vivia em um mundo fantasiado por si mesmo. Um pseudo esquizofrênico.
Correndo sem sair do lugar, Indo pra qualquer lugar que o afastasse do que vivia. O prazer já não bastava mais.
A justiça divina estava para chegar, Seu crime? Eram muitos os crimes que havia cometido. Algo quente e viscoso escorria de seus braços.
Já não iria mais pecar, Tudo apagava. Fechou os olhos, Um campo verde, cheio de lindas flores vermelhas¹. Um ser assexuado segurou-lhe a mão. Disse: -Não seja tolo, foi isso mesmo que você escolheu para você?
Choveu. Foi sugado por seus sonhos mal sonhados. Então abriu os olhos. Escuridão. Nunca vi ser melhor. Nada vai melhorar.
Chorou então por ser tão admirável em seu sonho.
:::....:Ver..::.
1- http://fotolog.net/hannibal_lecter/?pid=8241691
Escrito por
Viscus
as 13:53
|
Era um garoto que vivia do jeito que dava, Sobrevivendo ao mundo sombrio. Atormentado pelo passado e com medo do futuro, Sentia que perdia sua essência, Como respirar assim?
Não adiantava nadar, Estava Perdido no meio de um oceano. Em um espaço vazio.
Pra onde olhar? O que ele poderia ver? A sorte era a dos cegos, Pra onde correr?
O garoto caiu, Caiu tão rápido.
Sua vida passou lentamente, Viu cada momento de merda que gerou instantes de alegria. E todos ainda perguntam.... O que foi feito do garoto? Ele caiu.
Escrito por
Viscus
as 13:29
|
"Vivendo em meio aos humanos, Vivendo desejos desejados por todos. Sonhando sonhos já sonhados, Um mundo em que muitos já viveram.
Morrendo a cada segundo, Meu Relógio funciona ao contrario. Sobrevivo a cada olhar, No paradoxo do meu ser.
Cavando um túnel sem finalidade, Cavando a cova pra minha angustia. Sorri sarcasticamente, O mundo me olhou novamente.
Ei, onde está o prazer da vida? Preciso de mais energia, Ser impulsionado por um propulsor, Que me leve ao nada, Ao desconhecido.
A decadência, a ilusão. Estou perdido. Alguém me fale o que é real? Já não sei se existo, Eu não sei o que me tornei.
Escrito por
Viscus
as 19:38
|
terça-feira, fevereiro 22
Meus sentidos estão bloqueados Eu estou aqui perdido em meio a esse campo florido Talvez seja algo do meu inconsciente Já não sinto o doce aroma do campo.
Queria poder tocar a flor mais bonita, Talvez até ouvindo a mais bela das canções. Quero talvez por um momento, Chorar por não ter mais emoção.
E tento Por fim imaginar. Como nesse ponto fui chegar. Me perdi no meu silencio, Acabei preso em meu corpo.
A aflição me atinge, Sou um sonhador. Sou apenas uma mera palavra, Nas mãos de um grande escritor.
Escrito por
Viscus
as 08:40
|
|